Meia noite. Rua deserta.
Os quatro jovens andavam embriagados pela rua, com o mais a frente agarrado em uma garrafa de rum como se fosse seu filho.
-Bora beber essa porra!-Exclamou o mais magro e mentalmente instável dos quatro.
-Não, seu imbecil! se a gente tomar essa merda pura alguém pode ficar de coma alcoólico, depois de tudo que nós bebemos-Bradou o mais novo entre os quatro.
-Foda-se, se eu morrer entro no Valhalla feliz!-Retrucou o magrelo.
E quem disse que Odin ia te receber? quantas batalhas tu já venceu? quantos tesouros tu já saqueou?-Responde o mais novo.
-Se for assim, nenhum de nós tem direito ao Valhalla.-Disse o até então calado gordinho dos quatro.
Os quatro se olharam, olharam para a garrafa cheia e se olharam novamente.
-Então nós temos que brigar pelo direito de tomar essa garrafa-Falou, convicto, o mais novo.
-Mas é pra matar ou só deixar paraplégico?-Perguntou o magrelo.
-Eu tinha pensado em só deixar desacordado, mas paraplégico serve. Tetraplégico também.-Salientou o mais novo.
E novamente eles se olharam, olharam a garrafa, e se olharam novamente.
-Eu tenho uma ideia melhor-Disse o que carregava o rum-Vamos para a minha casa! tem suco de manga lá! não precisamos beber isso puro
-Suco de manga?Isso vai fazer a gente vomitar a alma!-Reclamou o gordinho.
-Melhor, assim nós vomitamos até o Valhalla, Odin nos recebera porque lutamos contra nossos organismos.-Enfatizou o mais novo.
E assim eles foram, beberam, vomitaram e os três que não moravam no prédio foram expulsos por terem vomitado na cabeça da síndica.
Mas pelo menos, na cabeça deles, eles agora eram eram merecedores do Valhalla.
Se bem que isso não faz muita diferença.
Sem comentários:
Enviar um comentário